Sobre desapegar
Literalmente organizar o que temos e usamos frequentemente, está relacionado de algum modo a um aspecto emocional. Precisamos de vitalidade e motivação para exercer a mudança necessária e mesmo que não possamos perceber em um primeiro momento, tem muita emoção envolvida no processo de desapego.
O antes sempre está “carregado” de apego,
repleto de coisas que não deixo partir por terem um significado e de certa
maneira fazerem sentido, e quando pensamos assim, sempre haverá um lugar
sobrando para colocar mais coisas. E então, acabamos por nos acostumarmos em
nossa própria “bagunça” e desordem e já não conseguimos ter motivos para
modificar espaços externos e internos.
Então, o primeiro passo decisivo é vencer a resistência à mudança e se possível buscar ajuda para auxiliar no processo.
Todos
os objetos possuem sua funcionalidade e utilidade e essas são características
que podem ter um determinado prazo de validade. Por isso quando falamos em
organizar e retirar os excessos, também estamos falando de dar outro destino às
coisas que possuímos.
Nesse
processo percebemos o que realmente importa ter, o que precisa continuar e o
que precisa ir embora. E se desfazer de algo, não necessariamente implica que o
objeto será descartado no lixo, mas pode ser que em um ato
de doação ele possa
ainda servir para outra pessoa. Objetos também cumprem ciclos de utilidade.
Quando
estamos repaginando um espaço, podemos começar editando o que temos para então
definir o que será feito. Poderemos doar, continuar usando e por fim descartar.
O importante é no final do processo tudo ficar de acordo com o que se deseja em
termos de praticidade, utilidade e inclusive de beleza do espaço.
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